Atotô…
Atotô, Omolu…
Atotô…
Omolu é quem cura o tempo
Quem cura as águas, quem cura o vento
Sabe do agora e do que vem depois
Cura sozinho, mas cura em dois
Quando ele passa, tudo silencia
Dor vira força, noite vira dia
No balanço lento desse som
Meu corpo entende essa oração
Pé no chão, deixa girar
O que pesa vai soltar
Nesse toque ancestral
Meu coração fica igual
Atotô, Omolu
Leva embora o que doeu
Atotô, Omolu
Vem curar o que sou eu
Atotô, Omolu
No teu tempo eu vou ficar
Corpo e alma
Aprendendo a se alinhar
Teu silêncio fala alto em mim
É cura antiga chegando ao fim
Mão na mão, sem explicar
A gente dança pra se curar
Se o mundo corre, eu vou devagar
Teu passo ensina a respirar
Entre o desejo e a fé
Eu danço com você
Atotô, Omolu
Leva embora o que doeu
Atotô, Omolu
Vem curar o que sou eu
Atotô, Omolu
No teu tempo eu vou ficar
Corpo e alma
Aprendendo a se alinhar
Atotô!
— Atotô!
Atotô, Omolu!
— Cura vem!
Atotô, Omolu
Cura o tempo e o amar
Atotô, Omolu
Faz o vento descansar
Atotô, Omolu
Nesse som eu vou dançar
Até o mundo
No teu ritmo se curar
Atotô…
Atotô, Omolu…
Robson POETA