O chão é só um ponto de partida,
Pois o corpo, em sua sede de expansão,
Rejeita a rota curta e decidida
E liga o GPS da imaginação.
Não há norte, nem sul, nem coordenada,
Só o rastro do suor que vira brilho,
A alma baila solta, embriagada,
Fora do trilho, em busca do seu trilho.
Baila, bailarino, baila sem parar,
O mundo é pequeno pra quem nasceu pra voar,
Dança no tempo, dança no ar,
Quem nasceu livre não aprende a voltar.
Músculo é vento, o osso é horizonte,
O peito explode em ritmo e desejo,
Bebendo a liberdade em sua fonte,
Num passo que é delírio e que é cortejo.
E num salto que rompe o universo,
Onde o tempo se curva à vontade,
O bailarino é o próprio verso
Atravessando a liberdade.
Baila, bailarino, rompe o céu do olhar,
Teu corpo é tempestade pronta pra girar,
Dança no infinito, dança sem lugar,
Quem nasceu liberdade nasceu pra atravessar.
Robson POETA