Eu sou o mar que observa em silêncio,
Guardo no peito o invisível do tempo.
Sou Peixes sonhando no fundo da imensidão,
Mas trago Escorpião guardando o coração.
Ela é a terra firme, o porto a sustentar,
Mesmo quando a vida insiste em desabar.
Cuida do mundo inteiro sem perceber,
Que às vezes também precisa florescer.
Eu já não quero o embate da razão,
Nem o silêncio cortando a conexão.
Pois o rigor que ela mostra pra viver,
É só o medo de um dia se perder.
Ela reclama do que vê,
Eu sinto o que ela não diz.
Nesse encontro de marés,
A gente aprende a ser feliz.
Eu amanso a dureza dela
Com a calma da minha maré,
Ela me dá o chão seguro
Pra eu continuar de pé.
Não sou o oposto dela,
Sou equilíbrio e abrigo.
Meu sonho encontra descanso
No porto mais bonito.
Eu trago ondas, mistérios e canção,
Ela organiza o caos com as próprias mãos.
Enquanto eu olho o céu buscando direção,
Ela constrói caminhos pelo chão.
E quando o mundo pesa sobre os ombros seus,
Eu viro mar tranquilo pra acalmar os medos.
Ela me ensina força sem ferir,
E eu ensino calma pra ela respirar.
Talvez amar seja isso,
Correnteza e proteção.
Um coração sendo porto,
Outro aprendendo o chão.
Ela reclama do que vê,
Eu sinto o que ela não diz.
Nesse encontro de marés,
A gente aprende a ser feliz.
Eu amanso a dureza dela
Com a calma da minha maré,
Ela me dá o chão seguro
Pra eu continuar de pé.
Não sou o oposto dela,
Sou equilíbrio e abrigo.
Meu sonho encontra descanso
No porto mais bonito.
Robson POETA